Contato com Seres Reptilianos na Floresta Amazônica
Data: 1915-04-05
Horário: 05:00:00
Autor: Jorge da Silva
Fonte: Manuel Estevão
Descrição
Atalaia do Norte, Vale do Javari, Estado do Amazonas, Brasil. 1915 (aproximadamente).
Meu avô Manuel Estevão era um pescador nascido em 1889 e falecido em 1984. Eu tinha apenas 11 anos quando ele nos deixou. Ele costumava contar que, quando era jovem, por volta dos seus vinte e poucos anos, gostava de pescar durante a madrugada, pois era quando os peixes se aproximavam da superfície. Ele preparava sua malhadeira com cuidado, prendendo-a firmemente de uma ponta a outra do rio. Naquela época, os peixes-bois e pirarucus eram abundantes nos igarapés e nas cabeceiras dos rios, garantindo pescas fartas. Ao amanhecer, ele voltava carregado de peixes.
Meu avô era um homem extremamente curioso e contava uma história sobre pessoas que viviam em um lugar que apenas ele conhecia. Ele sempre observava movimentos estranhos das pessoas do outro lado do rio e notava que algumas delas se banhavam exatamente às 5:00 da manhã. Em um desses dias, ele decidiu se aproximar com sua canoa para descobrir quem eram essas pessoas, pois, segundo ele, não existia outra vila em um raio de muitos quilômetros, além da sua própria.
Antes de atravessar o rio com a canoa, ele remou alguns metros à frente, evitando se dirigir diretamente para a margem onde estavam essas "pessoas". Ao chegar ao outro lado, ele escondeu a canoa em um lençol de capim na margem do rio e permaneceu escondido. Quando estava a aproximadamente 20 metros de distância, ele dizia que não conseguia acreditar no que via, e disse:
"Eram seis famílias... famílias de jacarés. Eles andavam nas duas pernas e tinham braços longos como pessoas normais, mas os braços eram semelhantes a couro seco. Tinham a cabeça de jacaré, mas os narizes eram pequenos. Alguns deles, como as crianças, rastejavam de quatro com pequenos bracinhos e se moviam rapidamente na água. Nenhum deles falava. Eles se comunicavam através de gestos. Eu pensava que eram pessoas carregando grandes jacarés mortos nas costas, mas eles não estavam carregando nada, pois eles próprios eram os jacarés. O momento mais assustador foi quando eles entraram no rio. Apenas um ficou em terra, e esse sentava como uma pessoa na margem, mas era nitidamente um jacaré."
Após o acontecido, meu avô disse que levou mais de 10 minutos para sair do lençol de capim, pois não queria fazer nenhum barulho. Como ele estava distante de sua vila, decidiu voltar para o lugar onde sempre colocava sua malhadeira. Na margem, abaixo de uma árvore, ele decidiu passar a noite ali.
Minha avó costumava contar que, depois desse dia, meu avô adoeceu gravemente. Ninguém soube o motivo, talvez estivesse relacionado ao que ele viu naquela manhã. Meu avô faleceu aos 95 anos, continuando a contar essa história, afirmando que eles ainda estavam lá.